Eleições 2026: Zema propõe metas de produtividade no setor público para reduzir carga tributária
Brasília— O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quarta-feira (8) que pretende adotar metas de produtividade para o setor público como forma de reduzir a carga tributária em um eventual governo. Segundo ele, o aumento da eficiência da administração pública permitiria diminuir a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
“O nível de carga tributária atual e o futuro com o IVA é o maior para um país em desenvolvimento. A gente pode reverter isso estabelecendo que todo ente público eleve seu índice de produtividade em pelo menos 10%. Chega de só cobrar impostos. Aumentando a produtividade do setor público, a gente pode devolver isso para o contribuinte, o que poderá reduzir o IVA para até 24%”, afirmou.
As declarações foram feitas durante almoço promovido pela Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios (FPN), em Brasília.
Ao comentar a Reforma Tributária, Zema avaliou que o texto aprovado pode exigir ajustes ao longo da implementação, mas disse que sua principal preocupação está na gestão do novo sistema tributário.
Na área trabalhista, o governador voltou a defender a criação de um regime de contratação por horas, facultativo e paralelo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para ele, o modelo ampliaria a liberdade de negociação entre empregados e empregadores e seria uma alternativa às propostas de redução da jornada de trabalho, como o fim da escala 6×1.
“A CLT não é o melhor para o trabalhador. Isso é o que vendem, é a mentira que o Lula tem contado. Hoje a pessoa não pode trabalhar mais de 10 horas. Num modelo pago por hora, ela vai poder decidir se quer trabalhar mais ou não. Se está ganhando bem, vai poder negociar com o patrão a redução da jornada”, disse.
Zema também defendeu um tratamento diferenciado para o fornecimento de energia elétrica aos datacenters que vierem a se instalar no Brasil.
“O alto custo da energia, com tantas taxas, prejudica a indústria de alumínio, aço, entre outras. Para evitar perder a oportunidade de atrair datacenters, a energia deve ter um tratamento especial e, se possível, com redução da tributação”, afirmou.
Segundo ele, essas empresas deveriam pagar pela energia com base no custo de geração, e não na tarifa atualmente cobrada dos consumidores.