Dívida Pública Federal cresce 0,97% em setembro e chega a R$ 9,38 trilhões
BRASÍLIA — O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,97% em setembro, alcançando R$ 9,38 trilhões, ante R$ 9,29 trilhões em agosto. O avanço foi puxado pela apropriação de juros de R$ 89,46 bilhões, segundo o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal divulgado nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional.
No mercado primário, as emissões somaram R$ 189,44 bilhões contra resgates de R$ 188,67 bilhões, resultando em emissão líquida de apenas R$ 0,76 bilhão. A DPMFi registrou emissão líquida de R$ 3,78 bilhões, enquanto a dívida externa teve resgate líquido de R$ 3,01 bilhões.
A composição do estoque segue concentrada em títulos atrelados à taxa flutuante (51,60%), seguidos pelos indexados a preços (23,59%) e prefixados (21,14%). Entre os detentores, as instituições financeiras ampliaram a fatia para 31,33%, à frente da Previdência (22,41%). Os não-residentes reduziram posições em R$ 20,76 bilhões e agora detêm 9,58% da dívida.
Alerta no curto prazo — O percentual da DPF com vencimento em até 12 meses subiu de 16,39% para 19,95% em setembro. Na DPMFi, a parcela vincenda no período chegou a 20,42%, sendo 58,76% em papéis pós-fixados — o que reduz a previsibilidade do custo de rolagem. Na dívida externa, apenas 7,52% vencem em 12 meses, com 84,07% concentrados em dólar.
O custo médio do estoque avançou de 12,59% para 12,63% ao ano, enquanto o custo das emissões em oferta pública recuou para 13,89% a.a. O prazo médio ficou estável em 4,10 anos, e a vida média (ATM) em 6,06 anos.
No mercado secundário, o giro médio diário subiu para R$ 158,12 bilhões, com os prefixados ganhando espaço (26,53% do volume). A reserva de liquidez cresceu 5,33%, para R$ 1,27 trilhão — cobertura para 7,71 meses de vencimentos. Em setembro, a União honrou R$ 244,01 milhões em dívidas garantidas de entes subnacionais, dos quais R$ 237,71 milhões do Rio Grande do Sul.