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Arrecadação Federal de junho cresce 6,62% em termos reais e registra melhor resultado da série histórica
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Brasília – A arrecadação das receitas federais alcançou R$ 234,6 bilhões no mês de junho de 2025, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (27). O montante representa um crescimento real de 6,62% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ajustado pela inflação medida pelo IPCA. Trata-se do melhor desempenho arrecadatório para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2000.

De acordo com a Receita Federal, o recorde na arrecadação foi obtido com ajuda do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo governo em meados maio.

Após ajustes feitos pela equipe econômica, a medida vigorou até 27 de junho, quando foi derrubado pelo Congresso Nacional, sendo retomado, novamente — em quase sua totalidade —, em 16 de julho após decisão do Supremo Tribunal Federal.

“O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 8,02 bilhões, representando crescimento real de 38,83%. Esse desempenho pode ser justificado pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira e pelas operações de crédito destinadas a pessoas jurídicas, especialmente em decorrência de alterações na legislação do tributo”, informou a Receita Federal.

No acumulado do primeiro semestre, a arrecadação total somou R$ 1,425 trilhão, com avanço real de 4,38%. As receitas administradas pela Receita Federal representaram R$ 1,365 trilhão, crescendo 5,04% em termos reais. Quando excluídos fatores não recorrentes – como mudanças na legislação que impactaram os fundos exclusivos e as postergações tributárias devido à calamidade no Rio Grande do Sul – o crescimento foi ainda mais expressivo: 5,42%.

📊 Principais destaques da arrecadação de junho:

  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) teve alta de 38,83%, impulsionado por operações de crédito voltadas a pessoas jurídicas e saída de moeda estrangeira.
  • IRRF sobre rendimentos de capital avançou 19,19%, favorecido pela elevada taxa Selic que beneficiou fundos de renda fixa.
  • Receita Previdenciária totalizou R$ 58,9 bilhões, crescimento real de 6,61%, refletindo aumento da massa salarial em 8,46% e crescimento das compensações tributárias.
  • Cofins e PIS/Pasep, juntos, arrecadaram R$ 48,7 bilhões, com crescimento de 2,29%, puxado pela alta nas vendas de bens e serviços.

📉 Por outro lado, a arrecadação do IRPJ/CSLL caiu 5,5% no mês, atribuída à redução nas estimativas mensais declaradas pelas empresas. A arrecadação administrada por outros órgãos também teve recuo de 4,23%.

📈 Apesar desses recuos pontuais, setores como seguros e previdência complementar, tecnologia da informação, serviços administrativos e exploração de jogos de azar apresentaram crescimento robusto, contribuindo positivamente para o desempenho geral.

👥 A Receita Federal também atribui os resultados ao saldo positivo de geração de empregos, à reoneração da folha de pagamento dos municípios e ao fortalecimento da base tributável, como salários e consumo.

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