Kassab reafirma apoio a Tarcísio e comenta impacto da candidatura de Flávio Bolsonaro
Brasília — O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou em um evento em Brasília nesta tarde, que o partido mantém posição consolidada para em apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caso ele confirme a candidatura à Presidência da República em 2026.
“Opartido estará com ele. Se o Tarcísio for candidato, o PSD vai apoiá-lo. Se ele não for, o partido tem dois pré-candidatos: Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul (PSD)”, afirmou ante de participar do evento Educação como Prioridade – 2º Encontro de Prefeitos e Prefeitas de Capitais e Grandes Cidades.
Questionado sobre uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Kassab tergiversou. “Desejo boa sorte ao Flávio. Que apresente suas ideias e projetos. Se for ao segundo turno, o PSD não fecha questão, mas eu o apoio”, declarou.
Após anunciar sua pré-candidatura na última sexta-feira (5), Flávio se reuniu com dirigentes do PP e do Republicanos nesta segunda-feira. O PSD não participou do encontro.
“Não tenho problema algum em conversar com o Flávio. Mas ele sabe que já temos nosso caminho. Por isso, corretamente, nem nos convidou. Era uma conversa com quem está próximo da candidatura dele”, explicou.
A movimentação ocorre na mesma semana em que a Câmara aprovou o PL da dosimetria. Para o presidente do PSD, a coincidência temporal não passa de reflexo do início do calendário político. “Agora começou a campanha. O Flávio é candidato. Pelo que vi na imprensa, ele disse que só participaria de negociações se fosse aprovada a anistia. É a posição dele”, disse.
Sobre eventual afastamento de partidos de centro do governo Lula, o dirigente minimizou. “A posição do PSD sempre foi pelo Ratinho Junior e pelo Eduardo Leite. Não tem afastamento nem aproximação”, afirmou.
Ele também rejeitou a tese de racha na direita após o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro. “É natural que, no primeiro turno, cada partido tenha seu candidato. Também é natural que existam alianças. Não vejo racha. É preciso respeitar as posições dos partidos”, concluiu.