Arrecadação federal soma R$ 239,4 bilhões em setembro, alta real de 5,62%
BRASÍLIA— A arrecadação federal cresceu 5,62% em termos reais em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025, e alcançou R$ 239,4 bilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira (22). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a União arrecadou R$ 2,35 trilhões, alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.
As receitas administradas diretamente pela Receita Federal responderam por R$ 231,4 bilhões do total de setembro, com crescimento real de 5,03% na comparação anual. Segundo o órgão, o desempenho foi impulsionado principalmente pelas contribuições previdenciárias, pelo Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital e pelos tributos cobrados sobre importações.
Entre os destaques positivos, o Imposto de Importação arrecadou R$ 9,78 bilhões, avanço real de 20,75%. Já o IPI vinculado às importações somou R$ 3,54 bilhões, alta de 21,97%. A Receita atribui o resultado ao aumento das alíquotas médias efetivas dos dois tributos e à expansão de 4,38% no valor em dólar das importações. A queda de 4,15% na taxa média de câmbio, por outro lado, limitou parte desse efeito.
O desempenho foi mais fraco em segmentos ligados à produção industrial. A arrecadação do IPI sobre produtos não vinculados à importação ficou em R$ 3,22 bilhões, praticamente estável, com recuo real de 0,04%. No período, a produção industrial caiu 1,83% em relação a agosto de 2025, segundo o indicador citado pela Receita. Entre os setores com maiores quedas na arrecadação desse imposto estão a fabricação de equipamentos de informática e eletrônicos, com retração de 31,49%, a fabricação de veículos automotores, com baixa de 25,75%, e a metalurgia, com recuo de 20,33%.
Também houve queda na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que totalizou R$ 6,08 bilhões, redução real de 0,37% em um ano. O resultado refletiu principalmente a diminuição dos recolhimentos sobre ganhos de capital na venda de bens, que recuaram 14,76%, e sobre ganhos líquidos em operações na bolsa, com queda de 50,61%. O aumento de 6,38% nas parcelas da declaração de ajuste anual amenizou a retração.
No acumulado de janeiro a setembro, as receitas administradas pela Receita Federal chegaram a R$ 2,25 trilhões, crescimento real de 6,89%. O relatório destaca ainda a arrecadação de R$ 12,9 bilhões com o Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo no período. Por se tratar de uma receita associada a uma medida específica, esse valor contribuiu para o resultado acumulado, mas não deve ser confundido com o desempenho recorrente dos tributos federais.