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Eleições 2026: AtlasIntel rebate decisão do TSE e defende legalidade de pesquisa suspensa
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Brasília —  Em nota pública divulgada nesta tarde a AtlasIntel rebateu a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral divulgada no dia 19 de maio.  No documento a AtlasIntel afirma que cumprirá a determinação judicial, mas sustentou que o levantamento seguiu rigorosamente os critérios técnicos e metodológicos exigidos pela legislação eleitoral. A decisão de Marques foi proferida no inicio da tarde de hoje. 

O  instituto argumenta que o áudio que motivou a controvérsia não foi apresentado aos entrevistados durante a aplicação do questionário principal. Segundo a AtlasIntel, “todas as perguntas sobre intenção de voto e avaliação política foram respondidas e registradas antes que os participantes tivessem acesso ao conteúdo. A empresa nega qualquer indução ou interferência nos resultados e afirma que o procedimento adotado preservou a integridade da pesquisa”, diz a nota.

A controvérsia envolve um teste realizado por meio da ferramenta Atlas VRC (Video Reaction Curve), utilizada para medir reações instantâneas a conteúdos audiovisuais. De acordo com o instituto, essa etapa ocorreu apenas após a conclusão definitiva da pesquisa e em ambiente separado, sem possibilidade de alteração das respostas já fornecidas pelos entrevistados. A participação nessa fase era voluntária.

A AtlasIntel também afirma que levantamentos realizados posteriormente por outros institutos identificaram impactos semelhantes do episódio sobre as intenções de voto do candidato do Partido Liberal, o que, segundo a empresa, reforçaria que os resultados refletiam uma movimentação real da opinião pública. O CEO da companhia, Andrei Roman, declarou que não reconhece qualquer viés político na pesquisa e defendeu o histórico de precisão da empresa em processos eleitorais nacionais e internacionais.

Na nota, a AtlasIntel diz confiar que o colegiado do TSE analisará os aspectos técnicos do caso e reafirmará a legalidade do estudo. A empresa informou ainda que continuará colaborando com a Justiça Eleitoral e fornecendo todas as informações metodológicas solicitadas para o esclarecimento do processo.

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